quarta-feira, 14 de maio de 2014

VIAGEM AO ALENTEJO "PROFUNDO"

No 1º. de Maio eu e o meu filho Paulo encetamos uma viagem ao Alentejo profundo, no dizer do nosso Presidente, quando em campanha eleitoral. Partimos da Maia, não muito cedo, com  destino a Elvas. Apanhamos a A1 até ao desvio para Torres Novas e partir daí, deslocamo-nos em estradas secundárias, devo dizer que em excelentes condições, com uma ou  outra junta de dilatação precisando de reparo, e apreciando a fantástica paisagem que nos surgia a cada passo. Não podemos resistir a tirar a tirar algumas fotos dos belíssimos tapetes floridos que fomos encontrando no caminho.
Foi a primeira vez que visitei Elvas e fiquei deveras encantado com a beleza e dignidade das suas construções. Almoçamos na praça principal em frente à catedral, que é lindíssima. Mais acima um pouco, no caminho para o castelo, visitamos uma belíssima capela que servia antigamente o convento
das freiras cuja irmandade não fixei.
Ao chegarmos ao castelo fiquei impressionado com as suas dimensões que envolvem toda a cidade. A sua localização proporciona um campo de visão suficiente para prevenir qualquer surpresa nos ataques que porventura enfrentou e  nos permite hoje uma paisagem incrivelmente bela. Dali se vislumbra à vista desarmada a cidade vizinha de Badajoz que não visitamos, preferindo visitar os " territórios ocupados " pelos nossos " hermanos espanhóis ". 
Nunca tinha visitado Olivença e devo confessar que ao me dirigir para lá os meus sentimentos de português davam-me um certo desconforto. Entrei na cidade cautelosamente olhando com uma certa desconfiança para o que poderia suscitar a minha avaliação. Conforme fui entrando, todas os meus sentimentos de desconfiança desapareceram e apercebi-me que eu não estava numa cidade espanhola. Comecei-me a aperceber-me de belíssimos frontais "manuelinos " em portas e janelas dos edifícios principais, que o nome antigo das ruas e avenidas continuava presente com a dignidade do nome espanhol que as ruas e avenidas mereciam. Qual não foi o meu espanto ao verificar que nas ruas antigas e nas reabilitações recentes foram preservadas e construídas de novo, belíssimos desenhos de calçada portuguesa. Ou seja, eu não estava numa cidade espanhola, mas sim numa cidade portuguesa que os espanhóis , com todo o carinho e respeito pela nossa cultura, tomam conta.
Saí de Olivença com a alma lavada. A seguir, no caminho para Vila Viçosa e seguindo o roteiro previamente traçado, deslocamo-nos para Juromenha para visitar o seu castelo. Logo ao iniciar a entrada para o Castelo, comecei a ficar desconfiado do que iria ver, dado o péssimo estado do acesso. Ao entrar no castelo, tive vontade de voltar para trás em função do que se me apresentava . Tudo dentro do castelo está em completo abandono, as muralhas desabando e dentro algumas ruínas indicam a anterior existência de construções. Pasmei ao verificar que o teto da capela, que tinham sido na sua origem  abobadadas, estavam a ser recuperadas com uma laje de tijolo e vigotas pre-esforçadas. Este total abandono do nosso património deixou-me triste. Contudo já que ali estava resolvi atravessar um carreiro de silvas e aproximar-me da muralha com vista para a albufeira do Alqueva. Aí disse para mim que a visita afinal valeu a pena. A vista da albufeira é fantástica e deixa deliciada qualquer pessoa por pouca sensibilidade que tenha. Aí lembrei-me de lançar um desafio a dois grandes empreendedores que orgulham Portugal embora não conheça nenhum deles. Os seus nomes são o Grupo Pestana cujo dono não sei o seu nome e o Sr. Mário Ferreira dono da empresa Douro Azul, ambos cujo dinamismo na área do turismo são inquestionáveis. Não quero esquecer neste meu desafio de instalar no Castelo de Juromenha uma unidade hoteleira de qualidade, do Engº José Roquette, cujo esforço e desejo de desenvolver o Alqueva é de todos conhecido.
Por favor visitem o Alqueva e vejam o fantástico potencial turístico que possui.
Seguindo o meu roteiro pelo Alentejo muito mais teria para contar de tanta beleza que vimos. Visitamos várias cidades e vilas alentejanas cada uma delas com características diferentes mas todas bonitas e com gentes simples mas que nos recebem com grande dignidade.
Para concluir vou deixar uma frase do meu filho:
Nós os portugueses de Norte a Sul estamos sentados numa " Mina de Ouro " que não sabemos explorar.

REFORMA DO ESTADO

Verificamos  que a pseudo reforma do estado a ser feita pelo telhado em vez de se construirem bases sólidas que garantam a vida e segurança das instituições a longo prazo ,  capazes de resistir a todas as intempéries que nos assolam com frequência. Uma verdadeira e urgente reforma,  terá antes do mais começar pela definição das FUNÇÕES DO ESTADO. Devemos definir em primeiro lugar o que o Estado deve e não deve fazer. No meu entender o edifício do Estado deve assentar em quatro pilares, que no meu entender,  deverão ser a SAÚDE E SEGURANÇA SOCIAL, EDUCAÇÃO, JUSTIÇA E SEGURANÇA. Tudo o resto pode e deve ser entregue à sociedade civil, que sabe gerir muito melhor os recursos de que se dispõe. Chegou o tempo de parar com os prejuízos constantes das administrações públicas, muitas delas que não são mais do que cabides de emprego de políticos e jotinhas dos aparelhos partidários.
O que o Governo está propondo e tentando negociar com os parceiros sociais, são medidas avulsas sem estarem enquadradas num projeto estrutural em que estejam bem definidas todas as funções do Estado.
O que o Governo de hoje e os de amanhã fazem, é criarem estruturas com "entradas de fundo" , para políticos em standby, à custa de todos os contribuintes. É inadmissível que quando um governo entra em funções sejam criados postos de "confiança política " que vão desde os principais assessores até ao motorista. No entanto novos "lugares de retaguarda " estão abertos e à espera dos derrotados. Não há cofres, por muito que estejam recheados capazes de suportar tantos desmandos.
Já é tempo, de os portugueses acordarem e exigirem que toda a função pública, seja selecionada por concurso público, sem interferência política, e que as Direções Gerais sejam ocupadas por diretores selecionados por concurso público, sem interferência partidária.