Verificamos que a pseudo reforma do estado a ser feita pelo telhado em vez de se construirem bases sólidas que garantam a vida e segurança das instituições a longo prazo , capazes de resistir a todas as intempéries que nos assolam com frequência. Uma verdadeira e urgente reforma, terá antes do mais começar pela definição das FUNÇÕES DO ESTADO. Devemos definir em primeiro lugar o que o Estado deve e não deve fazer. No meu entender o edifício do Estado deve assentar em quatro pilares, que no meu entender, deverão ser a SAÚDE E SEGURANÇA SOCIAL, EDUCAÇÃO, JUSTIÇA E SEGURANÇA. Tudo o resto pode e deve ser entregue à sociedade civil, que sabe gerir muito melhor os recursos de que se dispõe. Chegou o tempo de parar com os prejuízos constantes das administrações públicas, muitas delas que não são mais do que cabides de emprego de políticos e jotinhas dos aparelhos partidários.
O que o Governo está propondo e tentando negociar com os parceiros sociais, são medidas avulsas sem estarem enquadradas num projeto estrutural em que estejam bem definidas todas as funções do Estado.
O que o Governo de hoje e os de amanhã fazem, é criarem estruturas com "entradas de fundo" , para políticos em standby, à custa de todos os contribuintes. É inadmissível que quando um governo entra em funções sejam criados postos de "confiança política " que vão desde os principais assessores até ao motorista. No entanto novos "lugares de retaguarda " estão abertos e à espera dos derrotados. Não há cofres, por muito que estejam recheados capazes de suportar tantos desmandos.
Já é tempo, de os portugueses acordarem e exigirem que toda a função pública, seja selecionada por concurso público, sem interferência política, e que as Direções Gerais sejam ocupadas por diretores selecionados por concurso público, sem interferência partidária.
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